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Trivial

Vão pouco recomendáveis os caminhos do mundo, para timoratos marinheiros de piscina, de fraca cartografia munidos. Mas eis que de repente, sábio timoneiro à rochosa jangada se apresenta, portador de esperança, pronto a atar-se ao leme. Rememos.

Trivial

Vão pouco recomendáveis os caminhos do mundo, para timoratos marinheiros de piscina, de fraca cartografia munidos. Mas eis que de repente, sábio timoneiro à rochosa jangada se apresenta, portador de esperança, pronto a atar-se ao leme. Rememos.

Alto e pára o baile!

Para quem como eu, que não só abomine visceral e muito concretamente o actual Primeiro-ministro, que tenha assistido a reles e insidiosos ataques desse Primeiro-ministro a outros, e que nutra por ele uma tal antipatia que se divirta a inventar-lhe aparatosos acidentes, faz todo o sentido que dê o desconto a quem quer que seja que o ataque directamente ou indirectamente, seja por que motivo for, independentemente mesmo da qualidade do ataque ou da sua justeza.

Partindo do princípio que já todos assistimos a escaladas de desentendimentos mais ou menos violentas, faz também todo o sentido que usemos de alguma benevolência, relativamente a declarações proferidas quando o sangue ferve e a voz se solta.

Porém, por mais que descontemos ou sejamos benévolos, há limites para os pensamentos que um cérebro pode gerar em estado de exaltação, até porque raro é que se exprimam sentimentos que nunca tenham existido, por muito recalcados que se apresentem em estado de repouso.

A expressão de certos pensamentos e sentimentos, e o que revelam do quadro de valores de quem os expressa, deve acautelar-nos perante a facilidade com que se ignoram princípios basilares publicamente defendidos, e a fragilidade de caracter que tal atitude demonstra.

É do domínio da sobrevivência, a capacidade de avaliar ataques a terceiros que nos podem posteriormente ser dirigidos, ou mais prosaicamente, e como dizia a minha avó, “nas costas dos outros, vejo eu as minhas”.

Ora por tudo isto, e ainda que reconhecendo inteira justeza a grande parte das tentativas que vêm sendo efectuadas, no sentido do escrutínio, esclarecimento e melhor compreensão pública do histórico laboral e fiscal de Pedro Passos Coelho, chamo a atenção para a gravidade das declarações proferidas no último debate da Assembleia da República por António José Seguro, desta feita não por zanga pessoal ou por imperativo moral, mas tão só para mostrar ao seu eleitorado alguma espécie de combatividade ou estranha fibra moral.

A mesma personalidade que aceita sem restrições que não se apresente o NIB de alguém que paga, às escondidas e contra a vontade dos visados, cotas em atraso, reconhecendo-lhe o direito à privacidade e ao bom nome, perante um acto claramente ilegal e nitidamente não prescrito, tendo mesmo e anteriormente, combatido a inversão do ónus da prova em casos de enriquecimento ilícito (ainda que proposta pelo indivíduo sob ataque), vem agora exigir o levantamento do sigilo bancário ao Primeiro-ministro, para que qualquer cidadão, seja ele qual for, possa verificar com os seus próprios olhos, o seu padrão de recebimentos e consumos à data dos factos em causa, por forma a provar a sua inocência.

Ora por esta lógica, só podemos concluir da sensibilidade à circunstância de que sofrem os princípios e o carácter de António José Seguro, e do risco que representa o poder nas mãos duma tal pessoa, pois que nada nos garante que em estado de necessidade, não venha este Sr. fazer-nos acusações com o único intuito de nos obrigar a prescindir de direitos fundamentais para nossa própria defesa.

Nota: Este autor não utiliza o novo acordo ortográfico.

O Questionário Political Compass

Em pleno dia de reflexão pré-eleitoral no Partido Socialista, o jornal electrónico Observador resolveu publicar os resultados do questionário Political Compass que propôs a ambos os candidatos às Eleições Primárias que decorrem amanhã. Dada a indisponibilidade de António José Seguro para responder, apresenta apenas os resultados do questionário preenchido por António Costa.

Não sendo inteiramente surpresa para quem segue a Quadratura do Círculo com alguma regularidade, estes resultados iluminam o pensamento filosófico, político e social do homem que amanhã se apresenta ao arbítrio do povo.

Sendo cedo ainda para termos em mãos um programa legislativo completo, certo é que é com base com base no pensamento e nos valores dos líderes que esses programas são produzidos.

Vale pois a pena consultar: http://observador.pt/especiais/costa-mais-esquerda-que-tsipras-e-que-dalai-lama/

Nota: Este autor não utiliza o novo acordo ortográfico.

Vai nervoso e não Seguro

 

Nesta recta final para as Primárias, estendo a minha solidariedade ao fervoroso oponente de António Costa, com esta singela homenagem, a que espero não leve a mal:

Calçado vai para o voto
António José Seguro;
vai nervoso e não seguro.

Leva na cabeça o sonho,
caneta na mão de vaca,
gravata da cor de crava,
qu'o cravo está dorminhoco;
Óculos de ver ao longe,
que ao perto já é tortura,
transparência que perdura;
vai nervoso e não seguro.

No bolso direito esconde,
gravata de cor celeste,
e no esquerdo tão modesto,
a capa do super-homem!
Mas leva no porta bagagens,
não vá o diabo tecê-las,
a casca do Calimero;
vai nervoso e não seguro.

Trivial Vaz de Melões

Nota: Este autor não utiliza o novo acordo ortográfico.

O Essencial e o Acessório

Esta manhã vi três cartas por abrir na mesa da cozinha:

Duas da campanha Mobilizar Portugal, de António Costa, e uma da campanha de António José Seguro.

A de Seguro era dirigida à minha mãe, as de Costa eram para o meu pai e a minha mãe. Não fosse não ter eu recebido carta alguma, e já aqui estaria a construir teorias da conspiração: “Hum… então manda para a Dona de Casa, mas para o Sr. Professor Doutor nem se atreve!”

Confesso que neste assunto nem sequer ensaio qualquer tipo de isenção. De qualquer modo, eu e a minha mãe dedicámo-nos à divertida tarefa de comparar as cartas.

Resumo de observações:

Critérios Carta de António Costa Carta de António José Seguro
Qualidade do papel Envelope-carta pré-selado, uncoated, baixo contraste Coated de alta qualidade
Qualidade da impressão Baixa, aparentemente por impressora de agulhas Provavelmente, timbrado, offset a 4 cores ou laser
Design Clássico, alinhado, arejado, bom equilíbrio de brancos, fonte do tipo Arial, excelente tamanho de letra, bom Kerning, bom leading. Logotipo da campanha ao nível do partido. Elegante, usa o modelo de comunicação do PS, texto compacto, boa escolha da fonte, tamanho de letra minúsculo, kerning insuficiente em alguns parágrafos, péssimo leading.
Enfase por contraste Ideias principais da missiva, facilita a compreensão. Reforço, endereços e nas várias ocorrências da palavra "mudança" excepto na primeira.
Legibilidade Excelente, no ponto de equilibrio Péssima, extremamente difícil de ler
Qualidade do texto Bastante boa, texto curto, simples, directo, fácil de ler e compreender, diz apenas o necessário. Redacção cuidada.
Nota: por se tratar de um envelope-carta, inclui o nome do destinatário (personalização)
Péssimo. Na tentativa de condensar demasiadas ideias, torna-se excessivamente confuso e horrivelmente chato. Redacção com erros de sentido e concordância.
Informação adicional Site da campanha
Site de nformação e contacto sobre locais de voto
Site da campanha
Email para envio de ideias
Avaliação Focada, Eficaz e eficiente Supérfluo, contraproducente

Como pode ver-se pelas digitalizações que se seguem, Costa ganha em clareza o que seguro ganha na qualidade do material:

A carta de António Costa

Carta enviada por António Costa

Como se pode observar, a carta de Costa é curta, directa e fácil de ler.

Numa campanha com poucos meios, Costa aposta no conteúdo, usando uma linguagem simples e focando toda a comunicação nas ideias chave a transmitir, remetendo para o site Mobilizar Portugal e para as informações sobre locais de voto, quaisquer outras questões.

O espaço branco, o tamanho de letra e a altura de linha, de longe compensam a baixa qualidade do suporte.

Para quem gosta de coisas bonitas, não é o melhor cartão-de-visita, mas até isso favorece a leitura. Cingindo-se ao essencial e estabelecendo prioridades, Costa faz as omeletes com os ovos que tem, atingindo facilmente o objectivo deste tipo de missiva: informar e motivar a acção sem incomodar demasiado.

A Carta de António José Seguro

Carta enviada por José António Seguro

Em flagrante contraste, Seguro complica aquilo que podia ser simples.

Na posse do material de comunicação do PS, a Seguro bastava compor um bom texto e respeitar o manual de normas gráficas. É impossível perceber se o texto e a sua formatação são de sua autoria ou de algum responsável de campanha. Mas um designer de comunicação que escreva uma carta destas faz um péssimo serviço à profissão.

Aparentemente, Seguro tinha demasiadas coisas a dizer mas entendeu que deveria manter tudo na mesma página - uma daquelas regras d’ouro que só os experientes sabem quando quebrar. Para que o texto coubesse, reduziu excessivamente o tamanho de letra e a altura de linha, e nas linhas em que verificou que poderia poupar uma ou outra linha, ainda condensou o espaço entre as letras.

Nestas condições a leitura do texto torna-se extremamente difícil, principal e precisamente para o público-alvo de seguro: as pessoas mais simples, menos letradas e mais velhas. Tudo o que se vê, em leitura diagonal, é a palavra “mudança” a negrito, dispersa por parágrafos seguidos, embora a primeira ocorrência da palavra pareça ter escapado à selecção. Talvez uma tentativa de priming mal aprendida a algum publicitário mais paciente. O priming exige uma certa subtileza, claramente não é o caso.

Aqui chegados, a única hipótese que Seguro teria de ainda conseguir comunicar com os destinatários mais resistentes (os restantes não se dariam sequer ao trabalho de ir buscar os óculos de leitura à gaveta) seria esgalhar um texto fenomenal, capaz de agarrar o leitor a cada uma das linhas.

E aqui a falha é mais grave. Não se exige grandes competências estéticas a políticos, mas tendo terminado as entrevistas da semana passada a falar das suas leituras, tentando passar a imagem de um homem culto, Seguro dá nota da consciência que tem da necessidade de competências ao nível da escrita do português. Independentemente da dificuldade demonstrada na passagem dessa imagem de cultura literária, nas referidas entrevistas, espera-se de um governante, que ao menos saiba escrever. É um facto que não existem erros ortográficos, nem seria de prever: o PS terá com certeza instalado nos computadores o último grito em correctores ortográficos. Mas o corrector pouco pode fazer pela redacção.

Eis alguns exemplos:

“(...)"

"É com muito orgulho que me dirijo a si, dar-lhe as boas vindas e agradecer-lhe a sua inscrição nas eleições (…).”

“(...)"

“Juntos, e com mais de 145 mil (…). Apesar dos que contestaram e tentaram impedir as Eleições Primárias, esta é a vitória da cidadania e da participação que construímos juntos.”

“(...)"

“Apostar no crescimento económico, com oportunidades para todos, onde ninguém é deixado nas traseiras da vida ou forçado a emigrar do nosso país.”

“Queremos erguer uma democracia de confiança, transparente, em que possamos acreditar nas instituições, na justiça e no sistema bancário.”

“(...)"

“O envolvimento dos portugueses é um caminho que queremos continuar a trilhar, por isso teria muito gosto em receber as suas propostas e ideias que tem para Portugal.”

“(...)"

Este texto, a ter sido escrito ou revisto por António José Seguro, é a prova mais cabal das suas imensas limitações.

Nada tenho contra pessoas limitadas, mas um político ambicioso com pretensões a governar o país, arranja quem escreva por ele e não faz alarde disso. Mas a prosa de Seguro não é apenas resultado de falhas a português: é resultado de uma grande confusão mental, e da tentativa espúria de enfiar o maior número de ideias possível numa única folha de papel.

Para o conseguir, não só condensou a mancha de texto, como o próprio texto: Para condensar duas ideias provenientes de duas frases diferentes numa única, em vez de reescrever, limita-se a truncar a segunda frase e a colá-la à primeira. Em vez de escolher dos seus muitos pregões de campanha uns poucos melhores ou que representassem uma linha bem definida, Seguro despejou tudo no papel, tornando a mensagem, entre frases desconexas e falhas de concordância, completamente inacessível.

Em vez de atender ao conteúdo, Seguro ficou-se pelo acessório: papel de qualidade, impressão de qualidade, texto ilegível,design destruído, mensagem não transmitida.

Tal diz bem das suas competências de planeamento estratégico, da sua capacidade para estabelecer prioridades, e do respeito que nutre pela compreensão dos outros, provando que em termos de inteligência, fica a léguas de Pedro Passos Coelho.

Mas porque nem tudo em António José Seguro são defeitos, havendo até quem lhe inveje teimosia e persistência, e ainda dada alheia convicção de que o Seguro é um perigo, aqui vai uma singela sugestão para uma carreira com futuro:

António José Seguro candidato a Homem-Perigo

Seguro o Danger Man

Nota: Este autor não utiliza o novo acordo ortográfico.

Os portugueses disseram o quê!?

Ano sim ano não, mais ano menos ano, realizam-se eleições em Portugal.

Após o fecho das urnas, afadigam-se as televisões na apresentação das primeiras projecções; Discutem-se margens de erro, intervalos de confiança, consistência e histórico das agências, enquanto as pessoas se reúnem, em rede ou offline antecipando e justificando resultados. Pela noite dentro, televisões, rádios e páginas de jornais em concorrência directa, vão publicando, a conta-gotas, a contabilidade dos votos, entre comentários e previsões, até às primeiras reacções oficiais dos ilustres proponentes ou candidatos.

Invariavelmente haverá mais vitórias do que derrotas. Invariavelmente comentadores de diferentes quadrantes minimizarão derrotas, com explicações mais ou menos complexas, ou justificarão vitórias com a fria clareza dos números. Invariavelmente discutir-se-á a campanha, a eficácia da comunicação, a estratégia e o significado da expressão eleitoral. Invariavelmente, vitórias, derrotas e respectiva dimensão dependerão, para o bem e para o mal, de acordo com a tendência do comentador designado, de resultados obtidos anteriormente. Invariavelmente, entre espectador e resultados, estarão múltiplas interpretações, ditadas por especialistas de inatacável autoridade e irresistível carisma, apostados em certificar o público da qualidade da informação que transmitem, da sua acuidade e indubitabilidade, poupando-o à introspecção. E invariavelmente, pelo menos o discurso vitorioso, incluirá um parágrafo iniciado por “Os portugueses disseram que…”

Vamos ser claros, quando entro numa cabine de voto e olho para o boletim, associo denominações a quadrados e coloco uma cruz no quadrado alinhado com a denominação na qual pretendo votar. A denominação pode ser um partido, um candidato ou uma pergunta. Limito-me pois a escolher uma linha numa tabela de possibilidades.

Por muito que os portugueses tenham a dizer aos políticos, por mais ganas que tenham de o dizer, e por mais formas que haja de fazê-lo, o facto é que um voto diz tão simplesmente isto: “A minha escolha é esta”.

Uma população não é uma multidão indistinta, uma espécie de condensado fermiónico constituindo uma única entidade. Uma população é um conjunto de indivíduos, cada um com a sua cabeça, percurso de vida e circunstância. Uma população, em tempo de paz, não fala a uma só voz. Pelo menos não numa verdadeira democracia. Muito menos numa democracia integrada num mundo globalizado. E menos ainda, numa democracia integrada num mundo globalizado, com acesso generalizado à Internet, à diversidade dos meios de comunicação actuais e à polarização introduzida pelas mais recentes técnicas de monetização e marketing.

Por mais pequeno que seja o menu de escolhas, cada português fala por si.

A escolha das palavras “Os portugueses disseram que…” não sendo inocente, não é feita de má-fé: Pretende aproximar os eleitos dos eleitores, comemorar a materialização da vontade popular e tranquilizar os ânimos do universo eleitoral; E fá-lo explicando os resultados eleitorais à luz de um qualquer padrão que ao discurso se adeqúe, demonstrando pelos cidadãos a atenção e o respeito merecidos, de uma forma tão simples e directa que não suscite dúvidas nem ambiguidades.

Mas como disse, a escolha não é inocente, longe disso:

Qualquer interveniente eleitoral minimamente esclarecido, e sê-lo-ão certamente os intervenientes com direito a declarações na noite eleitoral, sabe perfeitamente que cada eleitor é um indivíduo, e que dificilmente poderá tirar conclusões fidedignas ou relevantes, para além do facto de que uma determinada percentagem do eleitorado, ou parte dele, escolheu votar em determinada proposta. Qualquer relação de causalidade extraída destes dados será tão subjectiva quanto as explicações que inventamos quotidianamente, para tornar o mundo mais previsível.

Mas esse mesmo interveniente esclarecido saberá também que o eleitor espera de si certezas e convicções. O eleitorado é avesso a dúvidas ou demoradas ponderações, carente de confiança e intolerante para com hesitações. Motiva-o a força, a esperança, o entusiasmo. A experiência demonstra que mais vale sustentar uma previsão ainda que errando do que negar a sua possibilidade, e parece geralmente mais credível assumir que amanhã vai ser mais ou menos parecido com hoje, do que afirmar que ninguém pode prever com exactidão o dia de amanhã. É também mais produtivo: na maior parte das vezes é verificável, e compensa o sobressalto da percepção de risco. A incerteza por mais honesta e fundamentada que seja, gera desconfiança e degrada a imagem do interveniente, diminuindo-lhe a capacidade de concretização. Daí que se torne importante, para a estabilidade do sistema, uma correcta gestão das expectativas do eleitorado.

Vivemos assim numa sociedade propositadamente infantilizada.

A democracia tem por pré-condição, o confronto informado das ideias. Deste confronto nascem dúvidas e convicções, sobre as quais o eleitor reflecte, conscientemente e em inteira liberdade, para tomar a sua decisão até ao momento em que a expressa através do voto.

Em regimes autoritários, seja porque a filosofia dominante entende o indivíduo como incapaz de tomar as decisões mais correctas para si e para o todo, seja porque entende que sendo o indivíduo capaz de decidir por si, é necessário reprimi-lo e moldá-lo a uma qualquer realidade ideal, a informação é manipulada, eliminando a necessidade de participação do individuo na escolha do destino comum, ou simulando essa mesma participação. Deste modo obtêm-se sociedades homogeneizadas, pouco complexas, e pelo menos durante a sua vida útil, relativamente estáveis.

A democracia é bastante mais complexa, imprevisível e dinâmica. Infelizmente, também mais sensível e frágil. E as democracias actuais estão quase imperceptivelmente, sob o ataque dos mercados.

Com a dispersão de meios e suportes de comunicação social, a sua concentração em gigantescas corporações e grupos económicos com interesses globais e diversos, e a feroz competição pela atenção dos indivíduos, o financiamento da ciência ligada ao estudo de indivíduos e sociedades, tem fomentado o desenvolvimento de técnicas de análise e manipulação da tomada de decisões e de focalização e direccionamento da mensagem.

Em mercados cada vez mais competitivos, com margens de lucro decrescentes, as empresas investem fortemente na capacidade de influenciar a venda. Para tal, necessitam de direccionar o cliente no sentido da tomada de decisões por impulso, recorrendo a mecanismos rápidos de decisão, fundamentalmente baseados em emoções e sentimentos e favorecendo atitudes hedonistas, individualistas e impacientes. É pois o mercado que promove o indivíduo que quer tudo, e que quer tudo agora.

O elogio da intuição vem sendo feito na literatura pseudocientífica, com especial agressividade nos últimos anos, por motivos puramente comerciais.

Quando um spammer selecciona os seus destinatários através de erros ortográficos óbvios, ou um supermercado aumenta as vendas simplesmente acelerando o ritmo do processo de reconhecimento, recolha e compra, o que se está a fazer é manipular amigavelmente os indivíduos. E adaptáveis como são, os indivíduos vão respondendo tornando-se mais dóceis à manipulação. De tal modo, que são hoje em muitos casos, os próprios indivíduos que fazem o trabalho das grandes marcas, defendendo-as quase religiosamente. E é por isso que vivemos numa sociedade infantilizada: porque é essa a maneira mais rápida, de criar valor para os accionistas dos grupos económicos que nos servem.

Por outro lado, as novas técnicas de personalização e focalização da mensagem, desenvolvidas primeiramente pelo grande Google, depois pela concentração de meios e suportes informativos em progressiva redução de custos, e finalmente pela imersão em experiências interactivas, vão afastando os indivíduos, de ideias e opções que não sejam suas, reforçando-lhes as convicções e reduzindo a oportunidade para o confronto ou a dúvida. Sendo já natural a preferência psicológica pelo semelhante, coerente e confirmatório, a ausência de contraditório justifica as posições mais radicais independentemente da sua representatividade. E numa democracia infantilizada, a radicalização não é nem boa notícia, nem bom augúrio.

É neste contexto que surge, para os políticos eleitos, a necessidade de uma explicação pacificadora, tão simples, directa e abrangente quanto possível, dos resultados de uma noite eleitoral.

É também neste contexto que urge a necessidade de maior transparência e complexidade no discurso político. Vivemos tempos cruciais para o nosso futuro como nação. Não podemos basear as nossas decisões nem na alegre ignorância de opiniões opostas, nem na simples intuição ou reacção emocional. O ser humano é complexo e único. Capaz do pior e do melhor. Como nos ensinou Cervantes, é vendo o melhor no outro, que o outro se torna melhor. O respeito pelo cidadão demonstra-se elevando-o, assumindo-lhe a inteligência, com defeitos e virtudes, desafiando-o a pensar, abrindo-lhe os horizontes, revelando riscos e possibilidades e solicitando-lhe o melhor de si.

E é também neste contexto que prefiro, na verdade que peço, suplico mesmo, ao próximo eleito a subir à tribuna, munido de um discurso vitorioso, que quando chegar o momento de interpretar resultados, não fale da escolha dos portugueses, militantes ou simpatizantes, fale sim e com toda a franqueza, da sua própria escolha. E que inicie a tal frase sobre os resultados eleitorais com um: “Na leitura que fazemos dos vossos votos…”

Nota: Este autor não utiliza o novo acordo ortográfico.

O discurso simbiótico

Enquanto o discurso oficial do PSD aponta para que não se meta a colher nas disputas internas do PS, ainda que tolerando posições a um seus mais antigos comentadores, alguns dos seus mais afoitos militantes surgem nas redes sociais com um argumento de se lhes tirar o chapéu:

  • A situação actual do país exige um governo forte, o que é em Portugal o mesmo que dizer uma maioria absoluta, como aparentemente demonstra o saudoso pântano político do Eng.º António Guterres, que tendo ficado a um deputado da maioria absoluta, se viu sujeito aos desmandos de um certo limiano.
  • Ora presumindo-se como previsível que com António Costa à frente, o PS possa atingir um bom resultado mas nunca uma maioria absoluta, e que com António José Seguro essa vitória estará largamente posta em causa, e assumindo que os socialistas têm o dever moral de pensar primeiro no país e só depois no partido, os socialistas deveriam votar António José Seguro.

O argumento é à primeira vista (e à segunda, e à terceira, e seja qual for o nível de profundidade da análise) falacioso. E isso, vindo de quem vem, era de esperar.

Inesperado e paradoxal é tornar simbiontes Pedro Passos Coelho e António José Seguro.

Mas do argumento emerge um problema, o conflito latente entre duas esperanças antagónicas:

  • A esperança de uma certa direita, que almeja ainda provar que a culpa de todas as desgraças deste país foi do Eng.º José Sócrates, que ainda há tempo para o governo resolver todos os problemas estruturais do país, guardando para a história o lugar de salvador da pátria, e que mantém a fé em que a verdadeira desgraça será uma nova governação socialista,
  • e uma esquerda que quer a mudança, que considera que a política seguida até agora já demonstrou, sem sombra de dúvida, estar completamente errada, que acredita que qualquer solução será melhor que a actual, que prevê uma solução de esquerda, maioritária ou coligada, e considera bem fundamentadas, as esperanças de uma governação de esquerda estável.

Para uma solução justa deste concurso de expectativas, só me ocorre uma solução, também ela argumentativa:

  • Quanto mais tempo demorarmos a encontrar um rumo e uma visão estratégica para Portugal, piores serão as consequências.
  • Assumindo que tal como o governo teve já tempo para demonstrar a tese sobre a qual baseia as suas decisões económicas, financeiras, ideológicas e políticas, também António José seguro teve tempo para demonstrar as suas capacidades,
  • há em conclusão que responder à pergunta: Quem consideramos nós, a esta altura do campeonato, mais capaz de fazer de Portugal um país mais próximo dos sonhos dos cidadãos portugueses?

É essa a resposta que militantes e simpatizantes darão nas eleições primárias do PS no próximo dia 28 de Setembro.

Nota: Este autor não utiliza o novo acordo ortográfico.

O muito amável Marcelo

 

Este domingo, no seu espaço de comentário televisivo, Marcelo Rebelo de Sousa declarou-se dividido. Numa demonstração de desconcertante honestidade perante a hipotética escolha entre os dois candidatos do Partido Socialista a candidatos a Primeiro-ministro, Marcelo explicou que a sua cabeça estava com o país, mas que o coração estava com o PSD, porque o PSD é uma família.

Tendo-se afirmado noutras ocasiões, sem dúvidas quanto às qualidades de António Costa, e ao facto de que seria um melhor Primeiro-ministro, a mensagem parece clara: a inteligência do cidadão Marcelo, prevendo uma derrota do seu partido nas próximas eleições legislativas obriga-o a um compromisso com a qualidade na governação; Mas a sua militante fidelidade ao partido torce pelo candidato que menos danos lhe provoca. Pode assim o Professor dormir de consciência tranquila, mantendo a imagem intacta.

Poderá mesmo?

Marcelo conhece bem a sua audiência e sabe trabalhar a imagem que projecta. E sabe que raros são os que lhe louvam a isenção. Se a declaração de intenções parece implícita, é porque é mesmo: quem esqueceu já o discurso de Marcelo nas últimas eleições europeias, onde disse que votaria na Aliança Portugal, não por causa de Paulo Rangel ou de Nuno Melo e muito menos por causa do Governo, mas apenas e só para conseguir eleger Jean-Claude Juncker como Presidente da Comissão Europeia?

Com a declaração de domingo, Marcelo não se limita a dar um exemplo de militância exigente e realista: Marcelo age como um aluno brilhante, que na sala de aula não resiste a levantar o dedo energicamente a cada pergunta colocada; quem sabe sabe, e saber é bom, e mostrar que se sabe, sabe ainda melhor.

Se Marcelo pretendesse ajudar o PSD, teria dito que António José Seguro é o melhor candidato, omitindo dilacerantes conflitos internos.

Se Marcelo quisesse mesmo o melhor para o país, e partindo do princípio de que o considera, como já afirmou, "o melhor candidato", ter-se-ia limitado a apoiar António Costa.

Mas Marcelo quer outra coisa, na verdade aquilo que todos intimamente queremos: Marcelo quer ser gostável; Só por isso e só mesmo por isso, não resistiu a falar demais.

Nota: Este autor não utiliza o novo acordo ortográfico.

Porque vou votar nas primárias do PS

Não sou, nem pretendo ser, pessoa ligada à política.

Continuo a acreditar que um verdadeiro político é alguém que sonhou uma sociedade melhor, e que quer verdadeiramente contribuir para que a sociedade onde se insere se aproxime o mais possível desse sonho.

Assim, defino um verdadeiro político como um criativo no sentido da capacidade de sonhar e igualmente criativo no sentido da capacidade de concretizar. Pela demora na apresentação destas linhas, pode bem concluir-se que não tenho vocação concretizadora, o que será inteiramente correcto, pelo que assumo o meu papel de ponderado eleitor, escolhendo dentro do que me é ofertado para a direcção do meu país, se não aqueles de cujas ideias mais me aproximo, pelo menos os que delas estão menos distantes nas questões mais relevantes, deixando a política entregue a melhores mãos.

E tudo estaria bem, e seria como deve ser, não fora nos últimos anos me ter apercebido dos imensos disparates a que os nossos eleitos se têm dedicado.

O pouco que sei de ciência política e de economia, obtive nestes últimos 3 anos, em artigos, áudio livros e vídeos de lições publicados para o grande público norte-americano, o que para além da previsível superficialidade, exige o seu sentido crítico e precaução. Na ausência de verdadeira discussão sobre as matérias, fica sempre a dúvida de ter servido para alguma coisa, para além de acalmar a violência do sentimento revolucionário que este governo vem cultivando em gente como eu.

Não espanta pois, que ao longo destes anos tenha assacado à oposição nacional as enormes responsabilidades, não só pela manutenção deste governo, mas também pelo modo como o deixa actuar, incólume e sereno. Se tem sido possível ver verdadeira oposição, ela tem frequentemente sido mais visível por parte de personalidades afectas aos partidos do governo do que propriamente por parte de quem foi mandatado para o fazer.

Não me creio só na frustração provocada por este estado de coisas. Nem nos sentimentos de impotência e injustiça. Já bastava vivermos num país onde a maior parte dos empregados é mais competente que os respectivos empregadores. Mas vivermos num país onde os governantes se curvam a todos menos à vontade dos seus próprios concidadãos, que tudo fazem para descriminar e separar, que mentem e enganam despudoradamente, mantendo cegamente a fé em processos e procedimentos comprovadamente catastróficos e fazendo uso indiscriminado de todos os meios ao dispor, rumo ao desastre social e económico, é definitivamente exasperante.

Ora pelo atrás descrito, verificando-se historicamente a impossibilidade, em Portugal, de uma governação estável e em coligação à esquerda, e pela necessidade de uma governação capaz de desfazer os disparates da direita, o maior partido da oposição assume capital importância. E deve assumir também a parte de leão das responsabilidades. Não pelo passado, que por ser recente ainda não tem a história consolidada, mas pelo presente, este que teima em arrastar-se para lá do razoável. E nesse presente muita coisa está a acontecer. Muita coisa lamentável.

Ao longo destes três anos votei PS. Votei em Sócrates porque percebi muito bem não só o jogo de Pedro Passos Coelho e do sistema bancário, como o dos restantes partidos. Nas autárquicas não havia como não votar PS para o município, afinal em Lisboa só António Costa, mas a decisão quanto ao conselho e freguesia provocaram aturada reflexão, dadas as tristes decisões do secretário-geral reflectidas nas listas a concurso na região. O capital de crédito que cedia ao PS estava a esgotar-se. No final, o que pesou foi o castigo ao governo. Por uma unha negra. Quanto às europeias, assisti à retirada de alguns dos melhores deputados europeus e à permanência e colocação de outros que enfim, nem vale a pena referir. Motivos políticos, creio. Porque votei então PS? Por dar ouvidos a sondagens e à restante oposição. Pretendia castigar tanto o governo, pelas acções, como o PS pela inacção, mas não queria castigar tanto que pudesse de alguma forma reforçar o governo. Com sondagens a dar uma grande subida do PCP e este a recusar diálogos com o PS, tive de me conformar.

Ao longo destes tês anos fui dando o desconto. Numa ou noutra intervenção de António José Seguro era capaz de pensar “Olha, parece que o homem vai atinar, desta vez portou-se à maneira!” para pouco depois ouvir outra intervenção a suscitar um instantâneo “Mas este bacano é burro?” e logo a seguir outra a trazer à mente um “Vê lá se te mexes homem, vai à luta ó minha alforreca coxa!”. E esta sensação de eleitor de bancada foi-se prolongando com impropérios progressivamente menos respeitosos e mais frequentes. Durante este tempo confortava-me a ideia de que eventualmente, António José Seguro assumiria o seu papel de lebre e apesar de ter blindado os estatutos do partido assim que o conquistou, acabaria por sair. A reacção de Seguro à primeira investida de Costa não o elevou na minha consideração, antes pelo contrário, até porque ali ficou patente o que faria Seguro para manter o poder; Mas o recuo de Costa desiludiu-me. Muito. Só me ocorria pensar: “E agora, levamos com o Coelho até ao fim?”

Se há diferença entre a urgência e a emergência é esta: é que a urgência se pode prolongar indefinidamente sem reacções aparentes de quem a pode resolver. O conformismo é mau conselheiro, mas que fazer contra um mau governo unido a um ainda pior presidente da república? A gente pode imaginar mil e uma peripécias e acredite-se, de muito fértil imaginação gozo, mas não encontrei maneira realista de despachar governo e presidente sem magoar seriamente alguém.

Na noite das europeias, de família em peso pendurada no televisor, assistimos incrédulos à entusiástica declaração de Assis e ao discurso de Seguro. Grande vitória! Em vez de um esperançoso “vamos trabalhar para que o próximo resultado seja decente”, observámos secretário e candidato satisfeitíssimos com trinta e poucos por cento de votos, porque afinal na europa havia sido pior! Meus senhores, os males dos outros não me confortam a mim! Eu quero que me digam quando é que tiramos Coelho e apaniguados do poleiro! Só isso. É pedir assim tanto? Há que parar a sede sanguinária do governo! E é já!

Finalmente avançando, António Costa demonstrou ter muito bom ouvido.

A esperança que trouxe deu-nos energia. Juro, saltei de contente e bati palmas! Não sou de grandes demonstrações de entusiasmo, mas demorou a voltar a esconder os dentes! “Ena pá cum caraças!” O ambiente em casa mudou de repente. Como quando o Gaspar basou e o Portas fez que basava. Mas melhor. Muito melhor.

Desgraçadamente, Seguro é Inseguro. E como tal, não se vê sem o tão almejado poleiro, mesmo tendo provado que não o merece. Usou o seu tempo durante o governo de Sócrates para consolidar a posição e ir tecendo a teia. Andou por sedes e salas, comeu e bebericou, terá eventualmente conspirado, distribuído sorrisos e favores, e não há-de ter sido fácil a cavaqueira, mas o propósito motivava-o. Como secretário-geral o processo estava completo, bastava fingir de morto e calar os ímpetos, que o lugar de primeiro seria seu, e se lhe caísse antes no colo melhor. Afinal um homem inteligente trabalha apenas o necessário para alcançar os objectivos definidos. O que fizer a mais é desperdício. Seguro podia ter trabalhado estes três anos para se tornar uma pessoa melhor. Mas não era necessário.

Em pânico, Seguro considerou as hipóteses que tinha e entre outros ridículos rodopios, tirou da cartola umas primárias que antes defendera serem perniciosas. Não contente, desata a acusar Costa de traição, quando antes, muitos anos antes, fora ele o primeiro a trair Costa. Ainda não satisfeito, declara que se andou a esconder e que na verdade culpava Sócrates da situação que deixara a Coelho. Entre tremores e quase lágrimas que lhe valeram o epíteto de Calimero, ainda se lembrou de culpar Marinho e Pinto pela finalmente assumida vitória insuficiente, e para o resolver, renegando palavras próprias anteriores, saca da ideia da redução do número de deputados e embrulha-a numa suposta proposta de deliberação, cujo único efeito será fazer gastar tinta aos jornais.

Mas o pânico tem destas coisas, é uma emoção primária, sobrepõe-se a qualquer embuste. Seguro vinha-se mostrando preguiçoso, sonso, ingénuo, mesmo fraco, mas sempre suscitando a suspeita. Aquele tipo de cara simpática em que a gente não acredita sem saber muito bem porquê, mas que por parecer inofensiva vamos dando o desconto, por receio da injustiça de um preconceito eventualmente infundado.

Em pânico Seguro revelou-se em todo o seu esplendor. Há-de haver quem goste. Pessoalmente, já temos uma democracia suficientemente madura, já experimentámos amiúde, já os vimos passar por aí e ainda lá restam alguns, não vale a pena.

Nestas eleições primárias, onde António José Seguro me dá a oportunidade de me pronunciar, oportunidade essa que não agradeço, seja pelo empatar que representa seja pela falta de qualidade da organização, eu vou votar, não pelo PS mas o que vai dar no mesmo, pelo meu país.

Com a idade que tem, Seguro não vai mudar. Por Portugal e pelos meus concidadãos, basta de gente que nos envergonha. Por tudo isto, e muito mais, dia 28 de Setembro lá estarei, para votar António Costa.

Nota: Este autor não utiliza o novo acordo ortográfico.

Acerca deste blog

Objectivo

Por demais tardio, pretende este ser um blog pessoal, de apoio à candidatura do Dr. António Costa às eleições primárias do Partido Socialista e à campanha Mobilizar Portugal.

Contexto

No próximo dia 28 de Setembro de 2014, realizam-se no Partido Socialista, as eleições primárias para a escolha do candidato que o partido apresentará como líder da lista candidata às próximas eleições legislativas.

Simplificando, trata-se de eleger o candidato que enfrentará nas próximas eleições legislativas, o actual Primeiro-Ministro.

Até ao próximo dia 12 de Setembro de 2014, encontram-se abertas aos cidadãos portugueses não militantes, as inscrições para o sufrágio, na designação de simpatizantes, e condicionalmente à aceitação da declaração de princípios do partido em versão sintética ou integral.

Os cidadãos podem inscrever-se nas estruturas físicas do partido, ou através do site https://www.psprimarias2014.pt/.

Dúvidas sobre o recenceamento podem ser resolvidas

  • pelo email infoprimarias@ps.pt,
  • entre as 10:00h e 22:00h pelo telefone 808 303 001
    (centro de contactos da campanha Mobilizar Portugal)
  • ou entre as 9:30h e as 19:00h pelos números 21 382 20 26/61
    (contacto geral da sede do PS).

Responsabilidade

Como simpatizante sem qualquer ambição de militância partidária, e sem formação política formal, é muito provável que defenda posições diversas das da direcção da campanha oficial Mobilizar Portugal, sendo os meus textos da minha inteira responsabilidade. Sem prejuízo da liberdade de expressão de que não prescindo, e porque o objectivo deste blog é o apoio à referida campanha, muito agradeço qualquer chamada de atenção para conteúdos meus que a possam de algum modo prejudicar.

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Nota: Este autor não utiliza o novo acordo ortográfico.

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